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Review – 4° Episódio – Abram alas para Medusa

MARVEL'S INHUMANS - "Make Way for ... Medusa" - The search for Black Bolt continues on Earth; meanwhile, Maximus makes bold moves to cement his status as the new ruler of Attilan, on an all-new episode of "Marvel's Inhumans," airing on FRIDAY, OCTOBER 13 (9:01-10:01 p.m. EDT), on The ABC Television Network. (ABC/Karen Neal) ELLEN WOGLOM, SERINDA SWAN

Apesar da relativa melhora em seu terceiro episódio, Inumanos parecem não encontrar seu ritmo e consistência em sua trama.

Com enredos desnecessários, por enquanto, caminha cada vez mais distante da hipótese de uma segunda temporada. Tanto pelos baixos números em sua audiência, quanto o descontentamento dos fãs com relação à produção.

Apesar da ação apresentada, o quarto episódio não levou a trama a algo inovador, deixando assim repetitivo e não muito diferente do ocorrido anteriormente. Poucas coisas realmente necessárias aconteceram, nada de tão surpreendente ou que acrescentou no enredo. No terceiro episódio, tivemos a introdução do Dr° Declan, um médico geneticista disposto a ajudar Raio Negro e seu companheiro de cela, Sammy. A aparição e interesse repentinos trouxeram curiosidades em relação ao personagem. Após um exame de DNA, o médico empolga-se em estudar a sequência genética do inumano, pensando até na possibilidade de replicar o DNA do rei. Para total surpresa, o médico decide compartilhar suas descobertas com o seu “sócio” que é ninguém mais, ninguém menos que Maximus. Os dois demonstram muita intimidade durante a conversa. Fica claro que ambos não se conhecem pessoalmente quando o doutor diz “Eu mal posso esperar para lhe conhecer”. Devido a isso fica os questionamentos em aberto: Como foi o primeiro contato dos dois? Se eles nunca se encontraram pessoalmente, como Declan consegue contatar Maximus na lua? Qual o motivo da relação dos dois anteriormente já que nenhum dos dois parecia saber que era possível replicar o DNA inumano?

Enquanto isso, Medusa ainda está à procura do seu amado marido, com a ajuda da sua recém sequestrada amiga, Louise. Tenho que admitir que apeguei-me a personagem, ela é aquela típica nerd que sabe de tudo, atrapalhada e que fala de mais, sempre nos trazendo diversos momentos cômicos com seus diálogos (Oi! Felicity Smoak). Diferente do grupo de soldados surfistas que decidiram entrar em uma guerra as cegas, por serem homens muito justos e em honra ao seu ex rei, Louise acaba envolvida por causa de sua curiosidade, que a coloca em situações de perigo. Ela não decidiu simplesmente estar no meio disso tudo, foi consequência de sua curiosidade extrema. Sua relação com Medusa é muito bem desenvolvida, elas não viram melhores amigas logo de início, elas passam por uma linha tênue até chegar ao ponto de confiança mútua. Existe química entre as personagens, possuem conversas e cenas engraçadas que acontecem “naturalmente”. Alguns desses momentos levam ao emocional das personagens, por exemplo, quando Medusa lembra-se da infância quando tornou-se responsável por Crystal, como resultado do banimento de seus pais de Attilan. Ou quando Louise fala de seu pai morto, um cientista que sonhava em ir para lua. Foi um diálogo lento, porém necessário para elas chegarem ao ponto de poder confiar uma na outra.

Uma coisa que me incomoda desde o momento em que a família real chegou a Terra, é o fato de eles terem virado, desculpem o palavreado, idiotas. Sério, o que tinha no teletransporte do Dentinho? É de se entender, a diferença da Terra em relação à Attilan é imensa, mas Medusa age como se nunca tivesse visto comida, dentre outras coisas. Um exemplo, Karnak, nós entendemos que quando ele caiu e bateu a cabeça, ele foi danificado, mas é necessário o mesmo ficar sem entender e ficar “envergonhado” com um beijo? Definitivamente não combina com o que foi entregue do personagem logo no primeiro episódio, aquele que demonstrou interesse na “criada” e logo em seguida diz todos os seus defeitos. Seus poderes foram danificados, mas era realmente necessário transformá-lo em um bobo? Sério, em menos de 24 horas ele e a mulher já desenvolveram atração um pelo outro, era necessário?

Dado quê, visivelmente, Crystal terá um interesse amoroso. Qual a adição desses personagens secundários na trama? Ainda sobre Crystal, a jovem também ganhou sua ajuda humana na Terra, mais precisamente do homem que atropelou Dentinho, é visível que algo vai se desenvolver entre os dois, mas é aceitável já que ela não estava se agarrando com o recém conhecido. Ele só está ajudando a garota a cuidar do seu cachorro gigante. As atitudes de Crystal são as de uma verdadeira princesa adolescente, quer as coisas do seu jeito, no seu tempo, isso ainda não transformou a personagem em irritante. Em toda sua cena na fazenda o que mais incomoda é sua fala: “Nenhum humano me tocou antes”, bem, tirando o fato deles terem poderes, a maioria dos humanos e inumanos são fisicamente iguais, então por que tamanho espanto? Tudo bem, não é todo dia que se vê um Buldogue gigante, e é exatamente por isso que um humano deveria ter o mínimo de descrença, espanto quando visse um, o que não é o caso da médica veterinária que foi chamada para cuidar de Dentinho, ela demonstra total encanto pelo cão, ela se surpreende mais pelo fato do seu ex namorado estar ajudando alguém do que pelo cachorro, toda a cena e diálogos são no mínimo infantil.

Em Attilan, Maximus se reúne com o conselho genético para convencê-los de passar pela Terrigenese novamente, após as recéns descobertas de seu amigo Drº Declan. Eu estava sentindo falta de um enredo em Attilan, que tecnicamente para acontecer era necessário que a família real estivesse por lá, para desenvolver toda a trama política da série. Onde estão os sistemas de castas? Como eles reagiram com o “abandono” tanto de seu Rei quanto da Rainha? Em todo momento Maximus prepara um discurso, mas ele recita apenas em sua sala do trono para si mesmo. A sociedade de Attilan está em desconstrução, durante anos viveram em um sistema de castas, qual é a reação de cada uma delas? Todos simplesmente aceitaram o fato da família real terem ido embora? As castas maiores não deveriam estar preocupadas por um humano estar no poder? Afinal, não foi sempre essa a questão? Maximus nunca foi aceito por ser um humano, então tudo bem ele ser rei agora? Não vai rolar nenhum questionamento ou revolta das castas maiores? Mesmo que Raio Negro tivesse deixado Attilan por vontade própria. No terceiro episódio nos é dito “Um humano não poderá governar Inumanos”, então onde estão as castas maiores para questionar? E quanto as menores? Onde está a rebelião ou o apoio ao Maximus? Por anos eles foram tratados como minorias, obrigados a trabalhar nas minas, então quando a família real vai embora, não é um motivo de comemoração? De sair nas ruas e darem apoio ao seu rei igual? A série poderia muito bem explorar isso, e era totalmente necessário entrar nessa questão, todos nós queremos saber a reação dos habitantes de Attilan. A troca de poder em uma sociedade é algo muito importante para simplesmente ser deixado de lado. Peguem como exemplo Jogo Vorazes, Katniss criou uma mudança, uma revolução, as castas menores logo buscaram mostrar seu apoio, enquanto as maiores se escondiam em seus trajes bufantes. Cadê o embate entre as castas? Por mais que fique só no discurso, Maximus criou uma revolução e é de extrema importância mostrar a reação da sociedade em relação a isso.

Por fim, temos o reencontro emocionante do nosso rei e rainha, após uma cena vergonhosa de Auran tentando capturar o raio negro. Auran tem toda uma pose de durona, ela é um soldado fiel ao Maximus, mas a personagem acaba falando demais, e na maioria das vezes seus diálogos são rasos, ela pouco faz e suas cenas acabam se tornando chatas, como foi o caso. Assim como os três episódios, o quarto episódio traz uma razoável melhora, mas também continua trazendo inconsistência em sua trama, diálogos infantis e “crus”. Abrindo espaço desnecessário para novos personagens e não sabendo aproveitar os arcos apresentados. Esquecendo de desenvolver sua trama política nos pontos importantes e dando enfoque maior em cenas que poderiam facilmente serem descartadas.

Vinijar

Satisfação em atender os seus vícios.

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